Vermelho: a cor upta. Um desfalecimento improvável, um cisne que não canta por agora não, o córrego vivo serpenteado cristalindamente glub-glubeando cenário abaixo. Girassóis sozinhos sob a nuvem cinza, redondamente enganados na vida. A cor escorre correndo pelas cortinas, corta inesperada o coração do cervo. A maçã do peito pra fora do peito pula, serpente está longe, a arte matou o inocente. Anti arte ária éria marte artéria anti-artéria.
Um susto interrompe. Revoada súbita, flap-flap-flapeações muitas preenchendo cavernas e copas de árvores. O sono está morto, o cervo está morto, o rastro é silêncio.
O jardim esconde a rosa sob seu nome próprio. Medo dos julga-mentes e das sen tensas. Manchado o nome de vermelho a noite se pinta cancela o luto refulge septânicamenteadora sobre as cenas. Vermelho aceso na noite, sangue feito foto de relâmpago, procissão mudanônima que não sai de casa. Tic-tac lento, tiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiic-taaaaaaaaaaaaaaaaaac leeeeeeeeeeeeeeeeento, o relógio é mentira e não há tic-tac.
Morrem as linhas inúteis mundanescas com flores traídas, rio que afoga almas serenas, lotta lotta love e cai a estrela pesada sequer boiando. A cor upta ao redor dos olhos, em toda a língua, dentro das unhas. Girassóis parados, murchos, vítimas próximas das criaturas inomináveis.
Dia sem horas, cem horas depois, não há fim não há início.
Brayan Carvalho
domingo, 26 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Al(mar)
Antes que água salgado dos teus poros inunde as minhas costelas, minhas mãos e pernas, minha alma por fim, afogando-se louca e sorrindo, no mar de absinto da sua alma, talvez, um eu incerto grite por ajuda como pássaro independente em céu pendente ao mar você!
Homem, almar! Ordeno, mas o mar mudo e obsceno ri-se sarcástico de ser eu naufrágio em seu corpo quente e frágil: colosso vítreo de fim de mundo razoável sem fim! Sei mais de mim quando te mapeio firmamento perdido em meus olhos mareados de mim escorrendo em lágrima com o direito salgado de ser navegada, descendo em meu rosto sem leme ou proa que navegue em boa água de tormenta morta, imitando queda de tempestade proposta pela queda suposta por entre o ar salobre, em palavra: obscuro arremate de cobre puro impedindo os momentos correrem em ventos sorrateiros, estreitos, serpentes de mim.
Escreveria você inteira sobre sua pele para saber como se fere a alma içada em madrugada vadia: poesia amada e almada de tempo.
Homem, almar: no mar só sobra o mar e eu!
Eduardo Martins
Homem, almar! Ordeno, mas o mar mudo e obsceno ri-se sarcástico de ser eu naufrágio em seu corpo quente e frágil: colosso vítreo de fim de mundo razoável sem fim! Sei mais de mim quando te mapeio firmamento perdido em meus olhos mareados de mim escorrendo em lágrima com o direito salgado de ser navegada, descendo em meu rosto sem leme ou proa que navegue em boa água de tormenta morta, imitando queda de tempestade proposta pela queda suposta por entre o ar salobre, em palavra: obscuro arremate de cobre puro impedindo os momentos correrem em ventos sorrateiros, estreitos, serpentes de mim.
Escreveria você inteira sobre sua pele para saber como se fere a alma içada em madrugada vadia: poesia amada e almada de tempo.
Homem, almar: no mar só sobra o mar e eu!
Eduardo Martins
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Ad(mito)...
Não se corre assim entre todas as tuas negativas de olhos baixos com a mesma liberdade de pássaro fugido há pouco, de si, de cárcere, de ombro de mártir em cruz sobreposto onde pássaro pousado é guerreiro prostrado em corpo emplumado na cruz sobreposto por outros desejos de deuses em relevos de pássaros mortos.
A verdade é que querer amarra as asas em asas quebradas de gente de olhos baixos, cheios de negativas em certezas ungidas sobre corpos de pássaros mortos, destruídos e ilógicos em fim de lógico de voo, final de apoio justificado aos ares exaltados dos certos de tudo, dos corretos, dos modos enxutos de sangue de pássaro com osso de vento correndo humano o céu nevoento de certas negativas, emplumadas e feridas.
:A verdade é: em seus olhos mais clara: é a verdade: é:
Não se corre assim sobre corpos de sereias mortas, não mudas, estiradas em restelo de janeiros repetidos, de finais oprimidos em haver final apenas neste canto de sereias invejando suas pernas em indescente adultério do existir etéreo apodrecendo nas praias, em bicos de garças e gralhas no finado restelo de todos os janeiros, assombrado e mudo pelo existir profundo de estar-se sempre.
Eduardo Martins
A verdade é que querer amarra as asas em asas quebradas de gente de olhos baixos, cheios de negativas em certezas ungidas sobre corpos de pássaros mortos, destruídos e ilógicos em fim de lógico de voo, final de apoio justificado aos ares exaltados dos certos de tudo, dos corretos, dos modos enxutos de sangue de pássaro com osso de vento correndo humano o céu nevoento de certas negativas, emplumadas e feridas.
:A verdade é: em seus olhos mais clara: é a verdade: é:
Não se corre assim sobre corpos de sereias mortas, não mudas, estiradas em restelo de janeiros repetidos, de finais oprimidos em haver final apenas neste canto de sereias invejando suas pernas em indescente adultério do existir etéreo apodrecendo nas praias, em bicos de garças e gralhas no finado restelo de todos os janeiros, assombrado e mudo pelo existir profundo de estar-se sempre.
Eduardo Martins
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Há mares
Não vejo mais pessoas na beira da escada olhando nos céus você asteada em luz de entrada de dia absinto, em rigor de traje sucinto por ser apenas motivo de tudo ser cerimônia de alta classe em auto de si mesma forjado em torpor absurdo de crítico surdo olhando a acústica rústica de um vitral!
Não desconsiderem um poeta: corre solto sobre passos embriagados das paredes que separam os estados da mente aguçada do bom economista, do advogado, do autodidata nascido sabendo em presunção obscena de homem lógico, por sobre ponteiro de relógio de estudo de tempo, de explicar firmamento escorregando em chuva de fim de dia. Não desconsiderem estes pobres que bebem a goles o mundo inteiro porque não sabem ser inteiros contidos em corpo nascido para futuro defunto.
Não sei mais se vivo sem cúmulos de ter-te chovendo em minha pele inteira, em toda beira de mim mesmo, para ver se vejo que por mim a água passa, angelical, caída e escassa quando vê que nada nela se pretende mais que estrela luzente expulsa da regra alta do paraíso, pros males dos soltícios do tempo ou para outro mares: Há mares que, se amares, não perdem-se de todos como salobros pecados ao fim!
Há mares salobros de queda fria em agonia de estrela caída em fim de dia, na chuva vésper, lavando as escadarias douradas do alto das torres gagas em repetir eternas amares e guerras de velhos tempos com o firmamento como testemunha que escorre para alcunha de mares em haver de corrente de lágrima que não sente a queda que a envereda em pura sede de garganta náufraga de paraíso divino, bebendo em desatino o sal destas águas que brotam em suores da sua pele, que enxáguam e ferem meus olhos para virarem-se em lágrimas de páginas de mares subalternos de poetas de mares onde há mares além...
Eduardo Martins
Não desconsiderem um poeta: corre solto sobre passos embriagados das paredes que separam os estados da mente aguçada do bom economista, do advogado, do autodidata nascido sabendo em presunção obscena de homem lógico, por sobre ponteiro de relógio de estudo de tempo, de explicar firmamento escorregando em chuva de fim de dia. Não desconsiderem estes pobres que bebem a goles o mundo inteiro porque não sabem ser inteiros contidos em corpo nascido para futuro defunto.
Não sei mais se vivo sem cúmulos de ter-te chovendo em minha pele inteira, em toda beira de mim mesmo, para ver se vejo que por mim a água passa, angelical, caída e escassa quando vê que nada nela se pretende mais que estrela luzente expulsa da regra alta do paraíso, pros males dos soltícios do tempo ou para outro mares: Há mares que, se amares, não perdem-se de todos como salobros pecados ao fim!
Há mares salobros de queda fria em agonia de estrela caída em fim de dia, na chuva vésper, lavando as escadarias douradas do alto das torres gagas em repetir eternas amares e guerras de velhos tempos com o firmamento como testemunha que escorre para alcunha de mares em haver de corrente de lágrima que não sente a queda que a envereda em pura sede de garganta náufraga de paraíso divino, bebendo em desatino o sal destas águas que brotam em suores da sua pele, que enxáguam e ferem meus olhos para virarem-se em lágrimas de páginas de mares subalternos de poetas de mares onde há mares além...
Eduardo Martins
sábado, 18 de julho de 2009
Valete, Dama, Rei
Não mais quis perder o rosto nos rostos vazios de si na vida das ruas unidas, das avenidas verdadeiras de marchas firmes e rotas de outras marchas, afogadas à força nas chuvas de março, repetidas assassinas sem tempo, sem álibi para não estarem suicidas e chorosas viúvas de rosas amarradas ao chão sem ventos.
Abençoado Rei de Espadas, das cruzadas de mim mesmo, não o sei mais se vejo minha glória desposada por sua derrota em queda fria de guerra morta nos meus braços e eu, de braços dados com a intocada rainha, sabendo ser minha a guerra apenas: filha morta sem padrinhos, caindo em sono surdo de coma induzida pelos dias sem vida das mortes sãs!
Não foram passos afogados que pisaram em mim para entregarem meu brasão encarnado por entre as costelas, por entre sequelas em vigília armada para guardarem-me de mim. Foi a mão firme da tua virgem coroada e nua, jorrando da boca um março afogado pelas minhas veias de sereias goles, bebendo disformes as paredes de meu sangue, por entre março passado, aguado de tempo.
Cobriu-me um firmamento vestido de queda de anjo perdido em bramido de Deus. No chão um vento estranho caiu à procura de luzes elétricas sozinhas em pontas de ruas santas e crucificadas , não sobraram mais cantos de vozes femininas para queimar em parafinas os próprios cabelos, os desesperos de sereias nuas, caídas nas ruas, arruinadas de desejo, sem respiração de chuva, sem comer as uvas de Deus bramido na boca absorta em asas de anjos caídos nos punhais da Casa Real de Espadas: proteção das estradas de um março perdido em contagotas de dias caídos entre as minhas costelas.
Eduardo Martins
Abençoado Rei de Espadas, das cruzadas de mim mesmo, não o sei mais se vejo minha glória desposada por sua derrota em queda fria de guerra morta nos meus braços e eu, de braços dados com a intocada rainha, sabendo ser minha a guerra apenas: filha morta sem padrinhos, caindo em sono surdo de coma induzida pelos dias sem vida das mortes sãs!
Não foram passos afogados que pisaram em mim para entregarem meu brasão encarnado por entre as costelas, por entre sequelas em vigília armada para guardarem-me de mim. Foi a mão firme da tua virgem coroada e nua, jorrando da boca um março afogado pelas minhas veias de sereias goles, bebendo disformes as paredes de meu sangue, por entre março passado, aguado de tempo.
Cobriu-me um firmamento vestido de queda de anjo perdido em bramido de Deus. No chão um vento estranho caiu à procura de luzes elétricas sozinhas em pontas de ruas santas e crucificadas , não sobraram mais cantos de vozes femininas para queimar em parafinas os próprios cabelos, os desesperos de sereias nuas, caídas nas ruas, arruinadas de desejo, sem respiração de chuva, sem comer as uvas de Deus bramido na boca absorta em asas de anjos caídos nos punhais da Casa Real de Espadas: proteção das estradas de um março perdido em contagotas de dias caídos entre as minhas costelas.
Eduardo Martins
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Lirismo de fim de dia-a-dia
Decidi lançar-me aos leões do mundo que lambiam-me as mãos dedicados, para ser apenas deles o alimento lançado pelos imperadores queimados nas lágrimas de suas viúvas de olhos rasos, rasurados de dias passados em dias mais claros dos outros tempos oxidados em seus olhos já cegos pelos olhos de seus imperadores.
Ser eu apenas nas bocas roucas dos leões queimados pelas lágrimas de uma noite com um resto de lirismo enfático e calado, poético, trepado em saltos altos, em um camarote no alto de mim, assistindo o sem fim de mim mesmo que outros disseram e contaram entre os meus cadáveres queimados nas bocas de fogo chorado das feras. O número de guerras pela posse de mim em minha coroa lavada dos olhos razos da minha imperatriz perdida em malas de gente sofrida andando nas lambidas do fogo pelas ruas de feras domadas em esfera de ex-feras encerradas, brilhando queimadas pra morte da noite sem fim!
Chorar um dia é uma grande saudade vazando em passagem por dentro de si. Se eu tivesse, e não tenho, um pouco de lirismo de águas salgadas choraria o canto estranho das arenas onde minhas mãos largadas recebem perdidas as lambidas de leões medrosos, de deusas honrosas das labaredas de mim, dedicaria a ti: musa apenas da minha queda fingida de pássaro morto, absorto em flâmulas, em antigas tâmaras de ouro puro parido pelas ruas incendiodiárias de engolirem-se a si em suor de águas salgadas de lirismos estradas que não levam a mim!
Eduardo (Mar)tins
Ser eu apenas nas bocas roucas dos leões queimados pelas lágrimas de uma noite com um resto de lirismo enfático e calado, poético, trepado em saltos altos, em um camarote no alto de mim, assistindo o sem fim de mim mesmo que outros disseram e contaram entre os meus cadáveres queimados nas bocas de fogo chorado das feras. O número de guerras pela posse de mim em minha coroa lavada dos olhos razos da minha imperatriz perdida em malas de gente sofrida andando nas lambidas do fogo pelas ruas de feras domadas em esfera de ex-feras encerradas, brilhando queimadas pra morte da noite sem fim!
Chorar um dia é uma grande saudade vazando em passagem por dentro de si. Se eu tivesse, e não tenho, um pouco de lirismo de águas salgadas choraria o canto estranho das arenas onde minhas mãos largadas recebem perdidas as lambidas de leões medrosos, de deusas honrosas das labaredas de mim, dedicaria a ti: musa apenas da minha queda fingida de pássaro morto, absorto em flâmulas, em antigas tâmaras de ouro puro parido pelas ruas incendiodiárias de engolirem-se a si em suor de águas salgadas de lirismos estradas que não levam a mim!
Eduardo (Mar)tins
terça-feira, 14 de julho de 2009
Bordas
Quando toco as pontas dos pés nos olhos frios, os olhos fios de uma alma enforcada e tendenciosa, estremeço todo minha proximidade escorrida pela pele molhada antes por água salobra transbordada da forca de mim em mim dependurada.
:estranha-se a si mesmo todo dia ao acordar e voltar a si depois de ser outro voltado a si quando estava na pele do mundo defunto em mim mesmo: Não sou mais primeira pessoa de mim, sou antes segunda denunciada e trancafiada dentro de si: é o não eu definido em eu apenas.
Eu : agora : nunca : apenas : eu
Megulhado en(m)fim nos olhos, agarro-me à borda, aborda-me o mundo e a borda do profundo mundo sou eu agarrado na borda dos olhos do mundo tendencioso em eussendo, afogo-me pendende na borda!
Eduardo Martins
:estranha-se a si mesmo todo dia ao acordar e voltar a si depois de ser outro voltado a si quando estava na pele do mundo defunto em mim mesmo: Não sou mais primeira pessoa de mim, sou antes segunda denunciada e trancafiada dentro de si: é o não eu definido em eu apenas.
Eu : agora : nunca : apenas : eu
Megulhado en(m)fim nos olhos, agarro-me à borda, aborda-me o mundo e a borda do profundo mundo sou eu agarrado na borda dos olhos do mundo tendencioso em eussendo, afogo-me pendende na borda!
Eduardo Martins
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